Tolerância máxima - TGI Consultoria

Tolerância máxima

 
Os chamados erros de aprendizagem, aqueles erros que são cometidos no intuito de acertar ou de aperfeiçoar ou de inovar devem ser tratados pelas pessoas que têm responsabilidade gerencial e, portanto, função pedagógica na organização, com tolerância máxima. É muito importante não esquecer que só há avanço se houver tentativa e é impossível haver tentativa sem erro. Não raro, o próprio erro aponta o caminho da inovação. Segundo a teoria de Darwin, é a mutação (o erro) que promove a evolução das espécies.

“A evolução é uma série bem sucedida de erros.”

Charles Darwin, naturalista inglês, 1809-1882

A procura pelo acerto, por fazer a coisa certa, é uma atitude organizacional louvável. Quanto menos erro desnecessário, menos desperdício, menos custos, mais produtividade. Todavia, se a preocupação extrapola para uma obsessão pelo acerto, para uma tentativa de extermínio do erro, o prejuízo pode ser maior.

“Se você fechar a porta a todos os erros, a verdade permanecerá fora.”

Rabindranath Tagore, poeta e filósofo indiano, 1861-1941

Na tentativa de reforçar a importância de não ter medo de errar, do papel essencial do erro no processo de conquistas, John Kennedy foi ao extremo do destaque didático na sua frase sobre a questão.

“Somente os que ousam errar muito podem realizar muito.”

John F. Kennedy, presidente norte-americano, 1917-1963

Tudo isto, claro, é válido desde que os erros não sejam uma constante. Quando eles são contínuos, persistentes, não são erros de aprendizagem e, sim, evidência de inadequação ou incapacidade. Nesses casos, devem ser combatidos com vigor ou terminarão por minar a produtividade.
Pior ainda, quando os erros são derivados de descumprimento de acordos. Nesses casos, são inadmissíveis, qualquer que seja seu pretexto. Os acordos são a “palavra de honra” do gerenciamento e não pode haver tolerância com seu descumprimento, sob pena de desmoralização da gestão. Exemplo: (1) um gerente combina determinado procedimento com um gerenciado (faz um acordo sobre este procedimento), quando vai fazer o acompanhamento, detecta que o gerenciado não fez como combinado (errou); (2) o gerente e o gerenciado conversam sobre as razões do erro, combinam e refazem o acordo; (3) repetência do erro. Neste caso, ou o gerente toma uma providência (que pode ir da censura formal até à punição disciplinar) ou estará desmoralizado. Portanto,

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