Nos Ăşltimos cinco anos, foi iniciado e está em curso no paĂs um verdadeiro bombardeio de conceitos, informações, opiniões, ameaças e alertas sobre Qualidade e sua importância para a sobrevivĂŞncia dos produtos e das empresas no exigente ambiente competitivo contemporâneo.
    Do ponto de vista das receitas de como introduzir a preocupação com a qualidade no dia-a-dia da empresa, a primeira ĂŞnfase dada (o primeiro ponto de apoio), foi a da Melhoria dos Processos de trabalho para produzir produtos e serviços compatĂveis com os requisitos dos clientes.
   Logo ficou evidente que essa melhoria necessária não poderia ser tocada à revelia e, até, em confronto com a estrutura gerencial da empresa, como pregavam as orientações iniciais, impregnadas pela observação mal feita da experiência japonesa. Com isto, o Reforço do Gerenciamento, como indutor e controlador do aperfeiçoamento da qualidade, passa a ser o segundo ponto de apoio da estrutura conceitual da qualidade.
    Entretanto, faltava, para a estabilidade mĂnima, o terceiro ponto de apoio para o qual o Governo Federal bateu uma estaca fundamental com a edição da Medida ProvisĂłria 794, em dezembro/94, que trata da participação dos empregados nos lucros ou resultados das empresas.Â
   Pode-se dizer que, embora esses possam ser considerados os trĂŞs pontos de apoio principais (as pernas de sustentação) da estrutura, o “pivĂ´” central, a âncora fundamental, deve ser a Dignificação do Trabalho, referĂŞncia identificatĂłria essencial. Afinal, nĂŁo Ă© possĂvel imaginar que alguĂ©m se disponha a efetivamente aperfeiçoar a qualidade do seu trabalho se nĂŁo o considera algo digno de ser feito.
    A participação nos resultados Ă©, ao mesmo tempo, a terceira perna que permite o equilĂbrio indispensável Ă estrutura conceitual da qualidade e a porta por onde negociar mais rápido o efetivo envolvimento dos empregados, sem o qual qualquer programa de qualidade nĂŁo passa apenas de discurso e perda de tempo precioso.