Ação e dificuldade de visão - TGI Consultoria

Ação e dificuldade de visão

    Os resultados da Pesquisa E&E – Ano 7, realizada pela TGI, promovida pelo Jornal do Commercio, patrocinada pelo SEBRAE-PE e pela CELPE e apoiada pelo IEL, pela AD-DIPER, pela FACEPE e pela UFPE – Departamento de Ciência Administrativas, apresentados ao público em 12.05.97, evidenciam, dentre outras, duas indicações importantes. A primeira, bastante positiva, é que as empresas pesquisadas (232 empresas instaladas em Pernambuco) afirmam majoritariamente, pela palavra de seus dirigentes, que estão avançando no enfrentamento da nova conjuntura econômica de estabilidade associada à globalização. A segunda, aliada a esta, é que não reconhecem igual comportamento nas demais empresas no Estado.
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    Esta dificuldade de ver o avanço dos outros parece estar fortemente relacionada a outra dificuldade, muito presente na amostra pesquisada, de ver as potencialidades e perspectivas de desenvolvimento do próprio Estado de Pernambuco.
    Há, inclusive, uma confusão entre estagnação e perda de participação relativa da economia pernambucana no Nordeste. Pernambuco aumentou de 1970 a 1995 (segundo os dados da SUDENE para o período) sua participação no PIB do Brasil de 2,43% para 2,74%. Em 1996, esta tendência se mantêm com Pernambuco crescendo 3,3%, mais do que o Brasil com 2,9%, porém menos que o Nordeste com 4,1%. Portanto, não é possível dizer que esteja decadente ou estagnada. Apenas, está crescendo menos que outros estados da região, o que é natural dada à baixíssima participação deles no PIB do país, todas, a exceção da Bahia, menores que a de Pernambuco.
    Uma impressão que dá ao se observar os resultados da Pesquisa é que não se fez ainda o luto completo da perda da imagem do “passado de glórias”. Ou seja, ao que parece não se conseguiu ainda o desligamento de um passado perdido e, com isso, desenvolver a capacidade de investir numa nova realidade. Pode-se, até, dizer que a imagem do “Leão do Norte” (asssociada à força e à combatividade) está se transformando num “fantasma” que, no final das contas, “assombra” a capacidade de avançar para um tipo de desenvolvimento diferente, que reconheça a existência de outros iguais e a necessidade de articular-se com eles para construir coisas novas.