Author name: helder

A importância de não ficar parado

    As reflexões do quadro abaixo são reais. Foram montadas com base na observação da situação atual de mais de uma empresa e nas reflexões verdadeiras de seus dirigentes.     Aqueles que, nas empresas, estão mais atentos ao que vai acontecer daqui para frente na condução dos negócios, estão com o sentimento de que o que aconteceu até agora é apenas o começo. Novos e ameaçadores problemas de competitividade virão e, junto com eles, novas oportunidades. O fundamental é não ficar parado, imaginando que a situação é estável. Por melhor (ou pior!) que seja ela vai mudar amanhã. Isto é certo como 2 + 2 são 4. Ou será que não dá para conseguir 5? Como gestão não é uma ciência exata, as empresas de sucesso têm conseguido.

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Uma evolução fundamental

    A capacidade empreendedora Ă© indispensável a qualquer atividade empresarial, sobretudo aquelas relacionadas Ă  gestĂŁo. Entretanto, quando se trata de fortalecer e aparelhar a empresa para as duras batalhas da competitividade, ser empreendedor Ă© condição necessária, mas nĂŁo suficiente.     Existem determinados paradigmas que caracterizam o modo de “simplesmente empreender” que precisam ser ultrapassados para propiciar condições necessárias de desenvolvimento do exercĂ­cio de ser “tambĂ©m empresário.”     A diferença fundamental entre ambos Ă© que o “empreendedor” Ă© aquele cuja marca Ă© a capacidade de fazer negĂłcios, de ganhar dinheiro e de ocupar espaços no mercado, enquanto o “empresário” tem um foco complementar de investimento: o de construir e consolidar uma organização competitiva.     A tĂ­tulo de contribuição para a reflexĂŁo sobre esse assunto, de grande importância para a nossa realidade empresarial nesses tempos de mudanças essenciais na vida das empresas, sĂŁo listadas no quadro abaixo o que poderia ser considerado como caracterĂ­sticas “puras” e extremadas (estereĂłtipos) dos tipos tratados (empreendedor x empresário), considerando as necessidades competitivas da atualidade.      Se, para o empreendedor, o valor principal Ă© fazer negĂłcios e ter resultados, para o empresário, alĂ©m disso, a empresa tambĂ©m Ă© um valor em si, devendo-se trabalhar para preservá-la e melhorá-la continuamente, o que Ă© vital para a sua sobrevivĂŞncia.

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Familiar e profissional

    Ultimamente tem virado moda dizer que se a empresa Ă© familiar nĂŁo terá um bom futuro pela frente e que, portanto, o fracasso da gestĂŁo Ă© uma questĂŁo de tempo. A observação da realidade cotidiana das nossas empresas, em sua maioria de origem familiar, nĂŁo confirma a veracidade dessa tese. Existem muitas empresas familiares bem sucedidas, assim como existem empresas nĂŁo-familiares mal sucedidas. A chave do sucesso ou do fracasso de uma empresa está menos ligada ao fato de ela ser ou nĂŁo familiar e, mais, ao de ela ser ou nĂŁo profissional. Existem empresas familiares que conseguem ser profissionalizadas, mesmo com a permanĂŞncia dos familiares nos postos de direção e, com isso, aumentam muito suas chances de sucesso. Por outro lado, existem empresas familiares, mesmo atuando em negĂłcios promissores, que nĂŁo conseguem sair do cĂ­rculo de giz dos seus problemas e viram campo de batalha de disputas “fraternais”, Ă s vezes mais ferozes do que se seus integrantes nĂŁo fossem parentes entre si. É preciso que se diga que, de um modo ou de outro, em graus maiores ou menores, quase todas as empresas um dia foram familiares “de fato” ou “de direito” (verifica-se isto atĂ© pelos nomes de algumas multinacionais). As que sobreviveram foi porque conseguiram profissionalizar-se, ou seja, fizeram a passagem da gestĂŁo meramente familiar para a gestĂŁo profissional. O problema de nossas empresas Ă© que elas sĂŁo muito jovens. PouquĂ­ssimas tĂŞm mais de 25 anos (o tempo, por definição, de uma geração) e, portanto, ainda estĂŁo, na sua maioria, sob a gestĂŁo dos fundadores ou de seus descendentes diretos. Agora Ă© que começam a enfrentar, de fato, o problema da sucessĂŁo de gerações no comando. E este Ă©, sem dĂşvida, um momento delicado. Como se nĂŁo bastasse, esse momento está acontecendo em meio a uma espĂ©cie de revolução no ambiente competitivo, com a abertura da economia ao mercado internacional e com a explosĂŁo da concorrĂŞncia em segmentos antes mais tranquilos.Tudo isso exige, sem dĂşvida, aperfeiçoamentos profundos na gestĂŁo das empresas. Mas, Ă© possĂ­vel, sem dĂşvida (os exemplos nĂŁo sĂŁo poucos), profissionalizar as gestões familiares. E esta Ă©, atĂ©, uma boa oportunidade para isso. A prática tem demonstrado que Ă© importante tomar alguns cuidados para facilitar esse trabalho. Com esses cuidados básicos e um investimento no aperfeiçoamento contĂ­nuo da gestĂŁo, qualquer empresa familiar se profissionaliza, consolidando uma gestĂŁo competente, com boas chances de ĂŞxito na batalha competitiva.

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De empreendedor a empresário

    As nossas empresas sĂŁo, em sua maioria, jovens. Poucas sĂŁo anteriores Ă  metade do sĂ©culo. Isto significa que muitas ainda estĂŁo sob o impacto da saga empreendedora de sua constituição.     Todos os que participam da fundação e consolidação de um negĂłcio sabem o que significa o esforço herĂłico de criar “do nada” uma empresa. Sabem o que custa de tensĂŁo, trabalho ininterrupto e energia criadora. Sabem o que consome de “ração diária de nervos que jamais voltarĂŁo a ser tranquilos”, na expressĂŁo do poeta pernambucano Paulo Gustavo de Oliveira.     Entretanto, Ă© inevitável, sobretudo nos tempos atuais de grandes mudanças e exacerbada competição empresarial, que todo esse indispensável esforço empreendedor nĂŁo seja suficiente para garantir a perpetuação da empresa. Conseguir isso requer dos fundadores, empreendedores ou seus sucessores imediatos, mais do que empreender um negĂłcio. Requer, sobretudo:      É claro que isto, embora essencial, nĂŁo Ă© fácil de ser feito. NĂŁo sĂŁo poucas as empresas que, por nĂŁo conseguirem realizar essa passagem fundamental, de empreendimento personalizado para construção coletiva duradoura, enfrentam problemas sĂ©rios, trocam de mĂŁos, arrastam-se decadentes por anos antes de se acabarem ou, simplesmente, desaparecem em curto espaço de tempo.     A responsabilidade dos empreendedores Ă©, portanto, muito grande, principalmente por que, nĂŁo raro, exige um esforço pessoal expressivo na passagem para o estágio de “top manager” que sĂŁo, na expressĂŁo de Adson Carvalho (Presidente da IT – Cia Internacional de Tecnologia), aqueles “homens que fazem a perenidade de uma companhia.”     Para montar a empresa, a histĂłria ensinou a receita. Para manter, entretanto, Ă© preciso ir mais alĂ©m. Mais do que a habitual obstinação, Ă© necessário acrescentar, Ă  receita conhecida, a paciĂŞncia histĂłrica essencial Ă  construção de um sistema de gestĂŁo cuja matĂ©ria-prima nĂŁo sĂŁo coisas materiais e, sim, gente competente, trabalhando em equipe.

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Reeleição e estabilidade

        No meio empresarial Ă© praticamente unânime o apoio Ă  reeleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso.     Por mais que se saiba que a estabilidade nĂŁo está consolidada sem as reformas estruturais (previdenciária, administrativa, fiscal, eleitoral, etc.) e que o Real está ancorado numa mistura a mĂ©dio prazo explosiva de câmbio valorizado, juros altos e crescimento necessariamente baixo, o sentimento predominante Ă© de alĂ­vio pela queda fantástica da inflação e por sua manutenção em nĂ­veis civilizados de um dĂ­gito anual.     Este sentimento foi o principal cabo eleitoral do Presidente e hoje ainda Ă© o principal capital com que conta para a reeleição.     De certa forma, os pecados do primeiro mandato (desemprego alto, escancaramento da economia Ă  concorrĂŞncia internacional, juros insuportáveis, falta de polĂ­ticas industrial e regional, CPMF, etc.) sĂŁo absolvidos pela “tranquilidade” com os Ă­ndices e com o fato de termos um dos presidentes intelectualmente mais preparados do mundo para a função.     NĂŁo há quem possa antecipar com segurança o que vai acontecer no curto prazo com a votação da emenda da reeleição; o jogo de interesses Ă© muito grande. Afinal, sĂŁo necessários 3/5 dos votos dos congressistas, em dois turnos e em votações separadas na Câmara e no Senado. Tudo isso em meio Ă s articulações para a eleição das mesas das duas casas para os prĂłximos dois anos.     O esforço para garantir a maioria Ă© enorme e praticamente paralisa o governo. Se houver contratempos agora, ainda há o recurso do plebiscito e muita água rolará atĂ© que seja garantido o direito de reeleição.     Ao mesmo tempo em que a agenda polĂ­tica permanece congelada, praticamente todas as previsões econĂ´micas sinalizam para um ano de 1997 muito semelhante a 1996, com a “estabilidade” preservada, mas, tambĂ©m, com a permanĂŞncia inalterada dos fatores de deteriorização lenta e gradual da base de sustentação do Real (elevação do dĂ©ficit da balança comercial, aumento da dĂ­vida pĂşblica interna e externa). Enquanto nĂŁo for feito o ajuste fiscal definitivo (equilĂ­brio do orçamento pĂşblico) que requer, entre outras coisas, a aprovação das reformas estruturais, este cenário tende a permanecer constante.     A Ăşnica diferença entre o desdobramento do cenário econĂ´mico de 97 e o ocorrido em 96 Ă© que o governo talvez seja obrigado a pisar no freio da economia no segundo trimestre (depois de esgotado o calendário que deseja cumprir da emenda da reeleição), visando recolocar os Ă­ndices de crescimento no patamar “suportável” de 4% ao ano.     A estabilidade do Real, nas condições em que está ancorada, nĂŁo suporta um crescimento da economia nos nĂ­veis atuais (mais de 6% ao ano) porque provoca aumento das importações (deterioração maior da balança comercial) e inflação de demanda (os nĂ­veis de utilização da indĂşstria parecem ter chegado, no final do ano passado, acima de 85% da capacidade, prĂłximo ao que aconteceu no Plano Cruzado).     Supondo que a releição fosse um produto, seria possĂ­vel manter um argumento de venda atĂ© convincente: “uma das boas vantagens da reeleição Ă© que ela garantirá mais tempo ao Presidente para fazer as reformas de que o paĂ­s precisa para alcançar a estabilidade definitiva, o que proporcionará, sobretudo, tranquilidade para trabalhar, investir e crescer; e todo mundo precisa de tranquilidade para trabalhar, nĂŁo Ă© mesmo?”     É muito difĂ­cil responder nĂŁo a este argumento. Prova disto Ă© que a campanha pela reeleição, veiculada atualmente na televisĂŁo, está sendo paga com contribuições empresariais e de sindicatos de trabalhadores.     O sentimento predominante Ă© o de que, na atual conjuntura, reeleição virou sinĂ´nimo de estabilização. EntĂŁo, se a causa Ă© boa e forem respeitadas as regras da democracia e da moralidade pĂşblica, que venha logo para diminuir os custos da espera.

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Sem equipe o time nĂŁo ganha

    Na vida empresarial, como no futebol, sĂŁo mais vitoriosos os times que conseguem formar boas equipes.     Quem já acompanhou algum campeonato sabe que a estatĂ­stica favorece amplamente os times que conseguem construir aquilo que na gĂ­ria futebolĂ­stica chama-se de “conjunto”, mesmo que, em termos de craques individuais, possam ser numericamente inferiores aos adversários.     Paradoxalmente, atĂ©, quanto mais craques um time tem, mais trabalho de desenvolvimento de equipe precisa. Um time de craques que nĂŁo consegue desenvolver uma boa equipe transforma-se num desastre tĂ©cnico e financeiro. Nenhum “dream-team” suporta o peso de tanto talento sem um persistente e duradouro trabalho de formação de equipe que permita, sobretudo, direcionar os “estrelismos” em prol do conjunto e dos objetivos comuns.     Por outro lado, um time que consegue formar uma boa equipe Ă  custa de esforço especĂ­fico e de muito treinamento, surpreende justamente por ter poucas estrelas e mais determinação coletiva.     Tudo isso parece Ăłbvio, mas nĂŁo Ă©. Pelo contrário, Ă© impressionantemente alto o nĂşmero de empresas que experimentam grandes fracassos na formação de equipes competitivas, mesmo quando dispõem de bons talentos individuais.     É muito comum, inclusive, que determinados “craques”, com grande conhecimento tĂ©cnico e capacidade de realização, mas sem espĂ­rito de equipe, atrapalhem mais do que ajudem por quererem a “bola sĂł prá ele”, atuando como proprietários particulares da verdade.     A prática de desenvolvimento de equipes de trabalho tem demonstrado que alguns requisitos mĂ­nimos devem ser observados pelos responsável pela coordenação e pelo desenvolvimento da equipe (o gerente), em relação aos seus componentes.     Embora nĂŁo se deva esperar 100% de preenchimento de cada um desses requisitos mĂ­nimos, Ă© razoável considerar que se um deles for 0%, muito possivelmente o “craque” vai dar, mais cedo do que tarde, problemas sĂ©rios e, na maioria das vezes, insanáveis.     Hoje em dia, mais do que nunca, quem nĂŁo tem equipe nĂŁo ganha o jogo. E nĂŁo dá mais para ninguĂ©m “carregar o time nas costas.” Por melhor que seja, nĂŁo aguenta, porque os adversários estĂŁo cada vez mais bem preparados.     AlĂ©m do mais, trabalhar com equipes desenvolvidas tem um facilitador suplementar para o gerente: com uma boa base de conjunto fica muito mais fácil, e menos arriscado, fazer as substituições que a competitividade exige, sem desfalcar o time.

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O essencial Ă© ser seletivo

    Para dar conta com eficácia do seu trabalho, o executivo contemporâneo nĂŁo pode deixar de estar, permanentemente, “sintonizado” e em estado contĂ­nuo de “captação” de informações relevantes para o seu negĂłcio.     Principalmente nesses tempos de globalização, quando os horizontes se alargam, manter-se bem informado, alĂ©m de ser um importante diferencial competitivo, passa a ser, mesmo, questĂŁo de sobrevivĂŞncia.     Entretanto, a tarefa está ficando cada dia mais difĂ­cil de ser executada. Os nĂşmeros relacionados abaixo (publicados na revista Exame de 04.12.96), ilustram essa dificuldade.     NĂŁo Ă© de estranhar que essa verdadeira avalanche de informações crie uma sensação de frustação (por nĂŁo “dar conta” de todas as informações disponĂ­veis) e, atĂ© mesmo, de insegurança nas decisões (“será que nĂŁo estou deixando de considerar alguma informação relevante?”). Esta sensação, inclusive, já tĂŞm atĂ© um nome: information overload, ou “Ansiedade de Informação”, tratada por Richard Wurman em livro recente com o mesmo tĂ­tulo.     A questĂŁo que se coloca, entĂŁo, para os empresários e executivos Ă©: manter-se bem informado Ă© fundamental, mas nĂŁo se pode querer absorver todas as informações disponĂ­veis. Mais do que nunca, Ă© preciso ser seletivo.     NĂŁo Ă© qualquer informação que serve. É necessário descobrir e considerar as informações essenciais. Aquelas que, de fato, podem ajudar na tomada de decisões.     A rigor, numa espĂ©cie de contabilidade baseada na sensibilidade e na observação da realidade nas empresas, Ă© possĂ­vel fazer uma estimativa do que um executivo padrĂŁo deveria ler, ver ou ouvir para estar mediantemente bem informado: 1 jornal diário de circulação nacional; 2 jornais diários locais; 1 telejornal diário; 1 revista semanal; 1 revista de negĂłcios quinzenal; leituras tĂ©cnicas variadas. NĂŁo Ă© difĂ­cil estimar que o tempo a ser dedicado a essas atividades gire em torno de 4 horas por dia o que, para a maioria das pessoa que tem função executiva, Ă© impossĂ­vel dedicar.     DaĂ­, a imprescindibilidade de ser seletivo. Gastar mais do que 2 horas no dia com leituras informativas Ă©, praticamente, impossĂ­vel para um executivo que trabalha 12 horas ou mais.     Embora nĂŁo existam receitas prontas para tratar a questĂŁo, Ă© possĂ­vel fazer algumas indicações baseadas na observação de como lidar com o problema. É preciso, por exemplo:

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Mitos relacionados ao stress

    O stress tem sido um tema constante na literatura que trata das questões relevantes da gestĂŁo empresarial contemporânea. A observação da realidade cotidiana das empresas e da atuação dos seus executivos leva a considerar que, em relação ao assunto, existem alguns mitos que merecem ser comentados.     O stress tem sido tratado, frequentemente, como um custo inevitável da vida moderna, sobretudo em se tratando da vida de empresários ou executivos de empresas.     Há duas frases que sĂŁo comumente ouvidas quando se fala desse tema:(1) quem trabalha muito perde qualidade de vida; e (2) a alternativa para nĂŁo sucumbir ao stress Ă© dedicar mais tempo ao lazer.      Embora existam componentes de verdade nas duas frases, há nelas, pelo menos, dois aspectos que nĂŁo podem deixar de ser destacados pelo que tĂŞm de mito.     Primeiro: embora seja verdade que o excesso de trabalho pode por em risco a qualidade de vida, nĂŁo Ă© bem pela quantidade mas pela qualidade do que se faz que isso acontece.     É deste modo que se pode, por exemplo, terminar um dia de trabalho numa jornada de quartorze horas com excelente humor e disposição para “viver a vida” ou, por outro lado, pode-se encerrar um perĂ­odo bem “normal” de oito horas, exausto e sem ânimo para nada.     NĂŁo Ă©, portanto, o somatĂłrio das horas que tira qualidade de vida e, sim, os conflitos associados ao trabalho, principalmente os que nĂŁo podem ser falados ou enfrentados. SĂŁo eles que, muito mais que a carga horária, produzem stress.     Segundo: embora o lazer seja fundamental, para relaxar, “desanuviar” a mente ou restaurar a energia fĂ­sica, nĂŁo Ă© o lazer em si, mas o prazer a ele associado que pode produzir esses efeitos.     NĂŁo Ă© a relação trabalho x nĂŁo lazer que produz stress, mas sim a dupla trabalho x nĂŁo prazer.     Quando o trabalho Ă© fonte de satisfação, de realização produtiva ou de produção de energia criativa, o lazer deixa de ser a Ăşnica alternativa de sobreviver com qualidade de vida. Nesses casos, o prĂłprio trabalho faz parelha com o lazer.     Se, ao contrário, trabalho Ă© sĂł dever, sacrifĂ­cio ou culpa, o lazer torna-se a fonte “mitolĂłgica” de realização dos desejos de “descanso.” E, como todo mito, transforma-se em algo inatingĂ­vel.     Embora a realidade já tenha se encarregado de evidenciar que, em relação a esse tipo de coisa, nĂŁo há receitas prontas e aplicáveis a qualquer caso, existem algumas atitudes que ajudam a lidar com a questĂŁo.     Por exemplo, trabalhar com prazer e ter prazer com o resultado do trabalho, nĂŁo negar nem mascarar os conflitos e conviver em paz com a carga horária escolhida, mesmo que seja “alta”, talvez seja mais eficaz para enfrentar o “monstro” do stress do que abusar do “mea culpa” permanente, do gĂŞnero: “estou trabalhando demais e perdendo qualidade de vida.”     Parafraseando MillĂ´r Fernandes, pode-se dizer que o trabalho quando feito com satisfação nĂŁo oferece nenhum perigo, mesmo em grandes quantidades. Pelo contrário, pode, atĂ©, diminuir a necessidade de lazer.

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Boas Expectativas para 97

    De acordo com a opiniĂŁo dos empresários entrevistados pela Pesquisa Empresa & Empresários – Ano 7 sobre as expectativas para o prĂłximo ano, 1997 será melhor tanto para as empresas quanto para o paĂ­s.     É interessante notar que a expectativa em relação Ă s empresas Ă© melhor que em relação ao paĂ­s. Isto parece indicar a disposição de investir na melhoria do desempenho empresarial, como aliás já se vem fazendo há alguns anos.     Começaram a ser visĂ­veis os frutos desse investimento, crescendo a disposição de investir mais.     A equipe TGI, completamente engajada no esforço de aperfeiçoamento constante da gestĂŁo empresarial, utiliza esse espaço do Ăşltimo fax-paper de 96 para solidarizar-se com essas expectativas e para desejar aos seus clientes, amigos e parceiros que 97 seja mais um ano de avanço na estabilidade econĂ´mica, na justiça social, no reforço da capacidade empreendedora e no desenvolvimento, custoso mas merecido, desse grande paĂ­s e de suas corajosas empresas.

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100 nĂşmeros e muito mais!

    Circulando desde 11.03.94, depois de 31 edições experimentais nĂŁo numeradas (a numeração começou em 09.01.95), o fax-paper Conjuntura & TendĂŞncias atinge, com a presente, a edição de nĂşmero 100. Para nĂłs que fazemos a TGI e o “Conjuntura” (como nos acostumamos a chamá-lo internamente), este fato tem sabor de marco histĂłrico.     HistĂłrico por vários motivos. Em primeiro lugar, pela associação inicial, de berço mesmo, entre o fax-paper e o inĂ­cio da estabilização da economia do paĂ­s e do esforço concentrado das empresas no aperfeiçoamento de suas gestões (a primeira edição experimental teve por tĂ­tulo “Plano Real: Primeira VisĂŁo”). Em segundo lugar, por ter-se mantido fiel Ă  sua proposta inicial de ser um instrumento inovador de suporte Ă  gestĂŁo empresarial estratĂ©gica no paĂ­s. Em terceiro lugar, e mais importante, pela grande receptividade que o fax tem tido junto aos seus leitores.     TĂŞm sido inĂşmeras as manifestações de elogios, incentivos, sugestões e, mesmo, colaborações espontâneas. Algumas pessoas, atĂ©, alĂ©m das manifestações verbais, chegaram a formalizar por escrito suas opiniões. A tĂ­tulo de ilustração e agradecimento, destacamos algumas delas.           Todas essas manifestações de aprovação sĂł tĂŞm feito reforçar nossa determinação de fazer mais e melhor.     Um fax cada vez mais sintonizado com o que há de ponta em termos de gestĂŁo empresarial no mundo.     Um fax cada vez mais comprometido com o grande esforço de adequação da gestĂŁo de nossas empresas, num ambiente crescentemente globalizado e competitivo.     Um fax cada vez mais preocupado em selecionar o que Ă© relevante para os que precisam decidir e sĂŁo bombardeados diariamente por um excesso de informações.     Mais outros 100 virĂŁo!     Obrigado!

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